Ser Mulher No Brasil

O tema de hoje é um pouco mais pesado que o habitual, um assunto estressante e entristecedor, mas não foge não, é importante!

Nesta terça-feira (3), noticias do caso de Mariana Ferrer voltaram a circular com grande força após a divulgação do vídeo de uma audiência em que o advogado de defesa insulta a mulher.

No relato a vítima afirmou ter sido estuprada e possivelmente drogada por André de Camargo Aranha, foram apresentadas provas como sua calcinha que continha sémen do acusado, exames médicos e relatos de testemunhas.



 No vídeo podemos ter acesso a fotos sensuais da jovem sem relação com o caso apresentadas pelo advogado de defesa (Claudio Gastão da Rosa Filho), como se isso fosse invalidar a necessidade de consenso e questionar a acusação de estupro.  Frases sobre não ter uma filha do “nível” de Mariana e  “não adianta vir com esse choro dissimulado” foram ditas humilhando-a, fazendo com que ela implorasse por respeito.

vídeo:


 A princípio o caso havia sido reconhecido pelo primeiro promotor como ‘estupro de vulnerável’, quando a vítima não é capaz de consentir ou se defender. O promotor deixou o caso e este papel foi assumido por Thiago Carriço de Oliveira, para ele que se baseou pelo exame toxicológico, não foi possível comprovar que Mariana não tinha capacidade de consentir o ato, desse modo desqualificou a denúncia feita pelo primeiro promotor, e em sua alegação colocou a tese de ‘estupro culposo’, quando o estuprador “não teve a intenção de estuprar”. O juiz responsável por absolver o estuprador foi Rudson Marcos.


 

Não existe pena para tal crime, já que o termo foi inventado. Isso é a mais nova abertura e justificativa para a violência contra a mulher. É necessário deixar bem claro que estupro sem intenção não existe, se o individuo não tem condições de expressar o ‘não’ ou de se defender é sim estupro.

Mais uma vez o problema é uma questão de raça, gênero e classe.                                                                                  

Nós continuamos sendo vitimas e temos que lutar contra isso, então compartilhe, fale, use sua voz, ajude a espalhar informação. Apoie a vítima.

É só denunciar, eles disseram, mas na pratica estamos muito longe disso.



Ocorrências como essas acabam por dificultar e desanimar muitas mulheres que estão passando por situações semelhantes, aguardando por processos. É um fato desmotivador para aquelas que estão criando coragem de denunciar, então quero deixar claro que vocês não precisam passar por isso sozinhas, todas juntas fazemos a força!


xoxo L.S.

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